segunda-feira, 31 de março de 2025

UMA IDOSA NO CAIXA DO BANCO

Uma senhora idosa aproximou-se do balcão do banco com passos lentos, mas firmes. Estendeu o cartão bancário ao caixa e, com uma voz serena, pediu:

— Gostaria de sacar 100 reais.

O caixa, sem sequer disfarçar o desdém, mandou-lhe um olhar rápido e respondeu, seco:

— Para saques inferiores a 200 reais, utilize a máquina automática.

A velhinha ergueu ligeiramente a sobrancelha, como quem pesa as palavras, e perguntou com calma:

— E por quê?

Impaciente, o caixa suspirou e devolveu o cartão sem ao menos olhá-la nos olhos:

— São as regras, senhora. Há outras pessoas esperando. Use o caixa automático.

O silêncio que se seguiu foi curto, mas carregado de significado. A velhinha pegou o cartão de volta, olhou-o por um instante e, com um leve sorriso, inclinou-se ligeiramente para o caixa:

— Nesse caso, poderia me ajudar a sacar todo o saldo da minha conta?

O caixa hesitou. Digitou alguns números no computador e, de repente, sua expressão mudou. Levantou a cabeça com um ar surpreso:

— Senhora… tem 50.000 reais na conta. Não posso lhe entregar esse montante agora. Terá que voltar amanhã.

Ainda tranquila, a velhinha inclinou-se um pouco mais e perguntou:

— Entendo… E quanto posso retirar neste momento?

Já sem paciência, o caixa resmungou:

— No máximo, 3.000 reais.

— Ótimo — disse ela, sem hesitação. — Quero sacar 3.000 reais, por favor.

Com um suspiro longo e carregado de frustração, o caixa começou a contar as notas lentamente, empilhando-as com gestos mecânicos e irritados. Minutos depois, empurrou o dinheiro para a velhinha, mal escondendo sua irritação:

— Algo mais?

A senhora pegou calmamente o dinheiro, guardou uma nota de 100 reais na bolsa e, sem pressa, deslizou os 2.900 reais restantes de volta para o balcão:

— Sim, por favor. Gostaria de depositar esse valor na minha conta.

O caixa congelou. O silêncio que antes era breve agora pesava no ar.

A velhinha sorriu, virou-se e saiu com a tranquilidade de quem já aprendeu, ao longo dos anos, que paciência e inteligência vencem qualquer arrogância.

Moral: Nunca subestime a experiência de quem já viu o mundo girar muitas vezes. A sabedoria não se impõe, mas sempre encontra um jeito de se fazer respeitar.

UMA IDOSA NO CAIXA DO BANCO

Uma senhora idosa aproximou-se do balcão do banco com passos lentos, mas firmes. Estendeu o cartão bancário ao caixa e, com uma voz serena, ...