Domingo,
dia de macarrão na casa dos familiares de Ritinha. Uma tentação. Quando sua mãe
chega à janela do porão e grita - à mesa, ela respondeu: - mãe, não como
macarrão ao alho e olhos!
Amadurecimento e envelhecimento saudáveis são possíveis. As dores e os amores ao envelhecer são temas do autor ao escrever sobre seu próprio envelhecimento, com humor e conteúdo. Sigam o “blog”. Algumas boas ideias podem aparecer.
sábado, 20 de janeiro de 2018
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
CERCO
O
cerco está feito. Familiares de Ritinha querem, de todo jeito, tirá-la dos
subterrâneos da casa e trazê-la de volta à “vida normal”. Tarde demais. Ela já
pertence a uma tribo, toca em uma banda que imita a Plebe Rude e se tatuou como
uma punk.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
FAROL
Ritinha
atravessou a rua com o farol vermelho para pedestres. Quase foi pega por uma
BMW, que acelerou quando a viu. Duas lições aprendidas: os outros não são punks
e alguns não gostam de punks; um punk não é exatamente um anarquista.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
TETO
Paredes do porão pintados, Ritinha ficou a olhar o teto pensando nos trajetos transbordantes possíveis abertos pelo punk e em suas contestações artísticas, dialeticamente relacionadas e não absorvíveis pela sociedade de consumo. Foi então que resolveu pintar o teto com suas garatujas.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
PARÓDIA
Ritinha hoje está de bode. Ela migrou para o porão de casa como ato de rebeldia, mas agora que conhecia mais o punk como subcultura, não queria ser ou fazer uma paródia dele, nem de si própria. Começou a decoração de seu subterrâneo usando a caliça da construção vizinha.
#microcontoescambau #concorrendo
https://www.facebook.com/paulocezar.ventura/posts/2004512532899003
#microcontoescambau #concorrendo
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
BUMBUM
Ritinha arrumou suas correntes, anéis, pintou o rosto e os cabelos com tintas coloridas, vestiu suas roupas negras e saiu produzida para um baile punk. Na rua ouviu aquele “uau, que bumbum”! Para uma fã de Patti Smith aquilo foi demais. Partiu de cacete em punho para cima do cretino paquerador.
TERRAÇO
Ser punk é questão de comportamento, de jeito de ser, uma filosofia de vida. Difícil é quando bate aquela vontade de beber uma Coca no terraço de casa olhando a montanha.
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