segunda-feira, 24 de abril de 2017

AUTOBIOGRAFIA DESAUTORIZADA XXXII


Tem coisas que só aprendemos com o tempo, com a tal da experiência de vida. Ainda bem que aprendemos, mesmo sendo o tempo uma variável estranha. Dizem que os minutos e horas são medidas precisas, contadas a partir das oscilações nucleares de elétrons de determinado elemento químico. No entanto, quando contamos nossas experiências com o tempo, as medidas não conferem. Um mistério! Então, vamos aos fatos.

Quando eu estava com uns dez ou doze anos, nem me lembro quando exatamente (olha o tempo medido aí), minha mãe sempre recebia a visita de uma vizinha, por acaso uma conterrânea de meu pai. Essa vizinha sempre reclamava da vida ingrata, que não lhe premiou com as alegrias e as benesses, segundo ela, e que levava uma vida triste e miserável. Era pobre, o marido não tinha emprego fixo, os filhos sempre adoentados, ela estava abandonada pelas graças divinas. E minha mãe a escutava até perder um pouco a paciência (porque isso acontecia quase todos os dias) e lhe dizia assim: - Ô Terezinha, pare de falar desgraças. Desgraça atrai desgraça. É uma palavra que nem deveria sair de nossa boca. – A Terezinha não ouvia e sua vida, de fato, se derramou em desgraças que iam se acumulando. Anos mais tarde eu vi seu marido pedindo esmolas em uma avenida da capital, sem as pernas, e de muletas, e seu filho engraxando sapatos. Pensei, lógico, que minha mãe tinha razão: desgraça atrai desgraça.

Anos mais tarde, eu assistia uma mesa redonda de um seminário de poesia promovido pela universidade, isso na antiga faculdade de filosofia da UFMG. Nessa mesa redonda falava Fernando Brant, letrista de músicas de compositores do grupo chamado de Clube da Esquina, com muitos sucessos principalmente na voz de Milton Nascimento. Falava também, na mesma mesa, outro letrista conhecido da Música Popular Brasileira, o José Carlos Capinam, autor de uma música genial, entre muitas outras, em parceria com Edu Lobo, “Ponteio”. Fernando Brant quase não falava, enquanto Capinam usava da palavra galantemente. Em dado momento ele confessa que escrevia letras tristes, melancólicas, e sua vida era coerente com suas letras: triste e melancólica. Até que, certa vez, decidiu escrever apenas sobre a alegria, o amor e outras coisas boas da vida. E sua vida mudou, tão logo suas poesias, ou letras de músicas, mudaram. Ele afirmava essas palavras de forma emocionada, alertando para o grande poder das palavras em nossas vidas.

Em um terceiro momento, lá pelos anos mil novecentos e noventa e seis ou sete, ou oito, aqui a medida do tempo também se perdeu no horizonte de minha memória, mas não o fato, houve uma presença significativa de autorebrasileiros no Salon du Livre de Paris, com vários autores brasileiros lançando livros. Entre esses autores estava Lígya Fagundes Telles, lançando livro e fazendo palestra. Eu estava lá para ouvir sua fala e, de quebra, ainda vi, bem de perto, a grande atriz francesa Cathèrine Deneuve. Aliás, ela se sentou em uma mesa ao lado da minha. Eu quase fiquei com torcicolo de tanto olhar para o lado para ver a Belle de Jour. Mas o que ficou registrado de interesse para este relato foram as palavras de Lígya. Ela disse, em um francês esforçado, que todo escritor deve tomar muito cuidado com as palavras e com as formas que usam essas palavras. Pois as palavras têm poder, ela disse. As palavras voltam-se contra nós ou a nosso favor, dependendo de como as empregamos. Essas palavras retumbaram em minha mente como as palavras de minha mãe, lá no tempo de minha infância: não fala desgraça, Terezinha, pois desgraça atrai desgraça.

Tempos depois, nem sei quanto tempo, ainda demorou um pouco, a teimosia nossa de cada dia é danada de sorrateira e forte, mas consegui: decidi ser bem-humorado por obrigação. E ser alegre e feliz por opção, sabendo que essa opção é um caminho, não um tratado de vida. E requer esforço.




segunda-feira, 6 de março de 2017

AUTOBIOGRAFIA DESAUTORIZADA XXXI


Em mil novecentos e noventa e cinco eu viajei para a França. Minha mulher recebeu uma bolsa de estudos da CAPES para fazer doutorado e eu aproveitei a oportunidade e voei para lá. Antes fiz um curso de um semestre na Aliança Francesa. Um semestre nos ensina frases simples com verbos regulares conjugados no presente do indicativo. Suficiente para falar “índio quer apito” e outras frases com algum significado para nós, sem nenhum sentido para eles. Nessa confusão de significados e sentidos vamos levando nossas primeiras incursões em uma nova língua, em outro país. A vantagem de aprender a língua lá na origem, onde você é obrigado a falar de qualquer maneira para ser minimamente compreendido, é que esse distanciamento entre significado e sentido vai diminuindo mais rápido que aprender a língua deles na nossa terra.

Eu cheguei em Paris em novembro, fui morar em Montigny le Bretonneux a pouco mais de vinte quilômetros da capital, frio começando, folhas caindo me apresentando o clima e a paisagem outonal, linda, coração cheio de ansiedade pelas novidades a acontecer a partir de então. E surgiu uma greve geral no país que paralisou, por um mês, toda a rede de transporte. Fiquei em casa e aproveitei para fazer um curso de francês através de fitas de áudio, exercícios e leituras. Confesso que  foi muito proveitoso. Ao mesmo tempo comecei um curso gratuito no centro cultural da cidade, quinhentos metros de minha nova casa, duas vezes por semana, e tinha colegas estrangeiros: duas nigerianas, duas chinesas. As nigerianas eram donas de casa esposas de diplomatas, as chinesas estavam lá para trabalhar em restaurantes chineses. E eu, também “dono de casa”. Ainda sem ocupação, eu cuidava da casa e levava e buscava os filhos, recém chegados comigo, à escola. Esse curso de francês para estrangeiros era conduzido por uma jovem professora (só muito tempo depois descobri que ela era portuguesa, ou filha de portugueses e falava nossa língua) e duas senhoras voluntárias. Era à base da conversação cotidiana com pouca escrita e leitura, porém muito interessante.

Aos poucos fui descobrindo um mundo de coisas. Conheci uma brasileira, sozinha, que ficou muito amiga nossa e nos ajudava naquelas coisas necessárias para o funcionamento da casa: ajudou a abrir uma conta no banco, a relacionar com comerciantes, a conhecer pessoas interessantes, etc. Na escola das crianças conheci uma outra mulher brasileira, casada com um homem francês e a ajuda que essa mulher nos deu foi grandiosa. Ela nos apresentou uma associação humanitária, chamada Secours Catholique, e eles nos ofereceram camas, mesas, uma geladeira usada, uma máquina de lavar roupa usada, roupas de inverno, etc. Isso fez com que nossa entrada na vida à la française fosse muito tranquila. E essa amiga brasileira, de Montes Claros, norte de Minas Gerais, me apresentou à sua rede de amigas brasileiras com nacionalidade francesa (uma vez casadas com homens franceses) e elas sempre me convidavam para seus encontros e festas porque eu dançava samba e salsa com elas, trazendo-lhes lembranças de seus tempos de Brasil. Assim descobri uma rede de mulheres brasileiras que moravam lá havia muito tempo e tinham família francesa, trabalhavam e quase não tinham oportunidade de conversar em português a não ser quando se reuniam. E passaram a me convidar para suas festas. Eu era, então, o único homem brasileiro das festas e reuniões. Com isso eu aprendi muito rápido as coisas do cotidiano francês, o que me colocava em vantagem com relação a outros brasileiros que chegam no exterior sem uma bagagem de conhecimento dos sentidos das linguagens, orais e gestuais. E um deles me deu uma bicicleta de corrida que tenho comigo até hoje.

Algumas cenas curiosas eu vivi também. Eu cheguei à França logo depois da explosão de uma bomba em um trem, na estação de Saint Michel, ao lado da catedral de Notre Damme, que matou muita gente e causou consternação nacional. Havia muita vigilância nas linhas de trem e metrô e eu era constantemente parado para averiguação de documentos. Nada constrangedor, eu aceitava a vistoria com um sorriso e, quando eles verificavam minha nacionalidade brasileira conversavam animadamente. Em princípio, me julgavam de origem árabe.

Esta “aparência” árabe me colocou em algumas situações inusitadas. Uma vez, em um restaurante universitário estilo bandeijão, uma senhoria que servia comida, verificando que eu escolhera carne de porco (muçulmanos não comem carne de porco), avisou-me muito delicadamente: - senhor, isso é carne de porco. – sim, eu respondi. – o senhor come carne de porco? – como sim, respondi sem entender em princípio. Só quando cheguei à mesa compreendi que ela pensou que eu fosse muçulmano como ela era.

Uma segunda ocorrência, essa bem agradável, aconteceu quando fomos jantar em um restaurante árabe, ao lado de uma mesquita em Paris, bastante cheio, e rapidamente o garçom nos ofereceu uma mesa na melhor posição da casa. Para isso ele deslocou um grupo de rapazes que bebiam alegremente. Saíram sem perguntas. Assim que nos posicionamos na mesa ele começou a conversar em árabe conosco. Eu respondi em francês, - desculpe, não falamos árabe. – mas vocês não são franceses! – não, somos brasileiros. Ele deu um sorriso cordial e nos atendeu maravilhosamente bem.

Nos cursos visando o doutorado eu tive três colegas árabes, dois argelinos e um marroquino. Sempre nos demos bem e almoçávamos juntos e conversamos muito, era meio natural essa aproximação. Só no final do curso eles ficaram sabendo que eu não era árabe. Um deles me disse: - a nossa indagação sempre foi de onde você era. Se marroquino, argelino, egípcio ou do sul da Espanha. Seu sotaque não nos indicava claramente suas origens. E nunca imaginamos que fosse brasileiro. Penso que por isso um deles me pediu três mil francos (mais ou menos quinhentos euros) emprestado e nunca me pagou.


Nos primeiros meses na França, entre novembro de mil novecentos e noventa e cinco e fevereiro do ano seguinte eu ficava estudando em casa o curso para estrangeiros oferecido pela prefeitura de Montigny, fazendo passeios pela redondeza, conhecendo os lugares, fazendo compras e assistindo programas culinários na TV. Os programas me ensinavam como falar os nomes de verduras, legumes, carnes e utensílios culinários que me ajudavam nessa tarefa que eu tinha, a cozinha. A partir de fevereiro comecei um curso de francês para estrangeiros em Paris, mais profissional e muito bom e meu progresso foi muito rápido. Mas continuava a questão de falar frases com significado para mim, mas sem sentido para os franceses. Eu sabia disso pois não entendia as piadas dos programas humorísticos de televisão. E eu me lembro da primeira vez que ri de uma piada, bem idiota por sinal, mas era o indicador mais preciso de que eu havia entrado na língua e na cultura francesa. Foi um dia bem feliz.

sábado, 21 de janeiro de 2017

AUTOBIOGRAFIA DESAUTORIZADA XXX


Volto a escrever seguindo uma cronologia aleatória, não posso me furtar a pensamentos e lembranças que vem à minha mente. Sei que a memória é uma construção contínua, amanhã posso não me lembrar dos fatos que estou me lembrando agora, ou me lembrarei de uma forma diferente, como se os fatos mudassem à medida que os tempos do relógio se mostrassem diferentes, à medida que vamos acrescentando informações, mesmo que estas novas informações pareçam ser indiferentes ao fato que queremos narrar, não sei. Sei que cada vez que contamos uma história contamos diferente.

Certa vez li uma reportagem sobre uma cidade da Europa, cidade pequena, em uma vale cercado de montanhas, cujos casas tinham telhados de pedras azuis. Telhados de pedra em cidadezinhas europeias são comuns, telhados de pedras azuis, como ardósias, não são comuns. Eu me encantei com as fotos, parecia uma cidade conhecida, onde eu poderia ter passado, então à noite sonhei que estava andando pelas ruas daquela cidade da foto, encantado com os telhados de pedras azuis. Nada de mais, salvo que dias ou meses mais tarde eu contava uma história, real, acontecida comigo, e disse a meus interlocutores que a história se passava em uma cidade de casas com telhados de pedras azuis. Parei assustado no meio da história, mom dieu, não é verdade, estarei mentindo? Inconscientemente? Por isso digo que escrever uma autobiografia pode ser uma empreitada perigosa e sei lá se minhas lembranças são totalmente reais ou se tem fatos acrescentados de sonhos, de visões, ou de invenções. Insisto, então, que minha autobiografia é desautorizada. Amanhã posso entrar em juízo contra o autor, perdas e danos por contar mentiras a meu respeito.

A minha história de hoje é verídica, por enquanto. Eu tinha uns quarenta anos quando conheci uma mulher interessante. Inteligente, madura, cheia de histórias de vida, um olhar ativo e altivo, carinhosa. De oitenta anos. Não dei muita bola, porque duas pessoas me apresentaram a ela: uma de quem eu gosto muito (até hoje) e outra de quem eu não gostava muito na época. Então fiquei dividido: gosto ou não gosto dela? O tempo optou pelo “gosto dela”. E nos tornamos amigos. Ela tinha filhos insanos, estranhamente arrogantes, como se sentissem as melhores pessoas do mundo e tivessem sido traídos pelo andar da carruagem, pelos acontecimentos políticos. A família tinha sido altamente beneficiada pelos tempos de ditadura, que findaram um dia, e as benesses às quais eles estavam acostumados sumiram do quartel, mas eles não tiraram o pelotão do quartel, esperando que um dia, que não veio, as coisas voltassem aos eixos, eixos deles. Um ser dessa família se indignava sempre que seus filhos não conseguiram vagas em boas universidades, nem bons empregos, etc.
Essas são histórias paralelas, não me interessam. Quero escrever sobre minha amiga de quarenta anos mais que eu. Ela gostou de mim e sempre pedia minha presença em sua casa. Eu a visitava de vez em quando e levava livros para ela ler, ela gostava de ler, principalmente de poesia, algumas ela recitava de cor, aquelas parnasianas de sua juventude. Então me animei a levar poesias minhas para ela ler. Para minha surpresa ela gostou de meus poemas e os lia sempre e os lia para os amigos.

Mas o tempo passou, vinte anos depois e ela estava centenária e, obvio, não tinha mais o mesmo brilho, nem a mesma lucidez, apenas a mesma fleuma. Depois dos noventa anos ficava quase o tempo todo na cama, sob cuidados de terceiros. A família, seus filhos e netos insanos, cuidavam dela como se cuida de bebês travessos, sem vontades, como se fosse um problema a ser escondido no armário. Nunca mais saíram com ela, nem a puseram em uma cadeira de rodas para passear. Eu a peguei uma vez no colo e a levei para dar uma volta de carro e isso quase deu história. Eu soube que ela sempre pedia que ligassem para mim, mas sempre pedia àquela pessoa que não gostava de mim e o recado sempre chegava com muito atraso. Mas sempre que eu a visitava ela se alegrava. Um detalhe dos encontros é que ela, em sua cama, sempre me beijava nos lábios. Loucura? Pode ser. Hoje imagino que era uma fantasia de uma pessoa que, quando jovem, vinte e poucos anos, foi molestada (porque sou gentil com ele?) por um senhor e teve que se casar com seu molestador porque dele se engravidou, e com quem teve outros dois filhos. E algumas pessoas a julgavam uma mulher má, pois quando esse marido envelheceu e precisou de cuidados especiais ela o tratou mal. Maldade? Vingança? Tudo pode ser, mas eu a perdoo.  

O fato é que ela me beijava sempre que eu chegava e saia da beirada de sua cama. Eu o fazia meio sem jeito no começo, depois comecei a esconder o carinho das outras pessoas que por acaso estivessem no recinto, para não provocar celeumas. Mas celeumas aparecem. Surgem do nada. Como no dia em que ela estava hospitalizada e não se lembrava de ninguém, nem mesmo dos filhos, octogenários todos eles. Eu cheguei, me aproximei, beijei-a escondendo o rosto dela com minhas costas largas, comecei a conversar com ela e ela se lembrou de mim, e falou meu nome e continuou sem lembrar dos outros. E seus olhos brilharam quando eu disse que a levaria para ver o carnaval (estava próximo do carnaval). Então ela me disse que a última vez que saiu de casa foi aquela em que eu a peguei no colo e a levei para ver a decoração de natal na Pampulha. Quase dez anos antes.

Um dia ela me disse que estava chegando ao fim e que eu não voltasse mais. Não voltei, embora tivesse notícia de que ela teria me chamado algumas vezes, e pedido para telefonar para mim, as pessoas de sua proximidade pensavam que estava delirando. Claro que estava. Os recados chegaram depois de sua morte, ao cento e dois anos. Aí eles diziam: Paulo, como ela gostava de você.

Algumas pessoas me definem como mulherengo. E algumas pessoas muito próximas. Eu concordo. Escrevi e li poesias para uma mulher de cem anos. Que me beijava nos lábios. E que se sentia feliz quando me via. E que se lembrava de mim quando não se lembrava de mais ninguém. Os detratores dirão que não perdoo nem as velhinhas. Mas se alguém perguntar se eu tive um amor sincero eu direi: sim, eu tive. Felizmente, mais de um.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

QUESTÃO DE PRINCÍPIO


"Eu pensava que vivia com você por fraqueza minha, hoje eu sei que vivo com você por uma questão de princípio." - Essa é uma grande mudança. E eu imaginava que fosse por amor. 

NOVOS TEMPOS, NOVO HOMEM


Existem certos tipos de homens que não se adaptam aos novos tempos. O mundo muda muito rápido, numa velocidade difícil de ser acompanhada, colocando tudo numa roda viva impossível de ser acompanhada por aqueles que são lentos, que pensam duas vezes para agir, que tem um senso de história e de justiça que não se enquadra nos limites da arrogância que se vê nas ruas, nas comunidades e nos seios das famílias. Esses homens não tem mais serventia alguma no mundo de hoje, não sabem nem mesmo mostrar à suas mulheres o quanto as amam. Não sabem como mostrar aos jovens o quanto estão errados, um pouco por saberem que cada um faz sua história e precisam errar sozinhos para aprenderem. Eu reconheço alguns assim e não há nada que fazer, não há nada que podemos nos dizer uns aos outros. Cabe-nos apenas nos retirarmos do cenário, sabendo que não caberemos em lugar algum no mundo de hoje. Recolhermos à nossa insignificância.

BRICOLAGENS LITERÁRIAS VII


Muito interessante as três regrinhas básicas para se chegar ao sucesso na carreira, segundo Fábio Paiva e Fernando Jucá, autores do livro O Executivo que Gostava de Ler. Simples e diretas, resumem brilhantemente o que muitos autores escrevem sobre regras para o sucesso. Segundo os autores acima, as pessoas que "chegam lá" reúnem três características fundamentais:

1 - elas cultivam um sonho de longo prazo. Mesmo que não o atinjam, a perseguição desse sonho dá sentido à suas carreiras;

2 - sempre tem uma missão clara. Mais conectada ao curto prazo ela se renova periodicamente. A missão explicita a existência de um objetivo definido, e o profissional sabe como atingi-lo.

3 - elas transbordam energia, manifestada por suas fantásticas e incríveis vontades de tentar, de buscar e de aprender.

Fantástico, não?

BRICOLAGENS LITERÁRIAS VI


Extratos de leitura do livro "O executivo que gostava de ler", de Fábio Paiva e Fernando Jucá (ed. Nobel, 2009).

1 - "Um dos motivos pelos quais o jogo da inovação é tão interessante: é preciso ardentemente buscar o novo, o desconhecido. Ao mesmo tempo, é preciso respeitar o que o consumidor já conhece, que é sempre uma ponte para ele entender a inovação". 
Ou seja, todo processo de criação parte de algum lugar já conhecido. Os teóricos da aprendizagem já diziam isso um século atrás.

2 - "Para inovar de verdade é preciso entender e gostar profundamente de gente, respeitando a individualidade. Quando isso acontece, a técnica se torna complementar ao processo, mas, paradoxalmente, ainda mais relevante para o seu resultado, porque passa a estar a serviço das pessoas". 

As duas citações são dos autores acima.

O PROCESSO DE ESCRITA DO LIVRO “SABERES OCULTOS ENTRE MONTANHAS”

Escrevo poesias desde meus quinze anos. O mote para começar foi a leitura que fiz do poema Se, de Rudyard Kipling e pensei que poderia escre...